quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Feel * QUINTA-FEIRA, 3 DE SETEMBRO DE 2009

Eu só queria poder escolher, decidir, poder dizer stop a este sentimento de forma imperativa, para que ele me ouvisse, entendesse e obedecesse. Só queria descansar em paz, sem te ter a assombrar-me constantemente. Um segundo de silêncio, sem sentir a voz que se espalha e grita “lembra-te”, sem sentir a força das recordações, sem sentir o sangue que me corre exageradamente rápido nas veias, aquele que já escolheu o seu nome, o teu – Tiago. Preciso de tanto e ainda assim é tão pouco, preciso de ti, amor. Quanto mais longe estás, mais perto te sinto, é incontrolável, infindável. Para que fingir? Para quê guardar tudo para mim? Para quê afundar-me em palavras e mais palavras? Preciso soltar esta opressão, preciso escrever. Não consigo definir(me) quando o contexto és tu, paraliso, deixo de ser forte. Sei que sou alguém mas ao pé de ti sinto-me tão pequena, insignificante, na tua sombra. Será que é por isso que não me vês? Talvez sim ou talvez apenas (já) não me queiras ver, sentir, amar. Estou cansada, esta noite (mais uma vez) sei que vou chorar. Já lhe chamo rotina. Hoje, só porque não consigo mais guardar para mim vou escrever: “Eu sinto a tua falta mais do que do próprio ar Tiago”.

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