'Porquê que custa tanto? Porquê que a ausência dói assim?
Sinto a tua falta, preciso de ti ao pé de mim
Toco na porta e quase te vejo a entrar nela
Imagino que és a brisa que entra aos poucos pela janela
Choro, desespero, não sei o que espero
Só me resta ser sincera, sabes, quem me dera...
Se soubesse o que agora sei, nunca tinha amado tanto
Sou alguém sem o encanto, do amor só resta o pranto
Escrevo para não chorar mas choro contra a vontade
E é nestas lágrimas que transmito a saudade...
Penso na solução mas a solução é o problema
Estendo a mão para te tocar mas é a saudade que me algema
Sozinha em pensamentos que não pedi (para ter)
Presa em recordações que tento em vão esquecer
Tudo à minha volta parece gritar o teu nome
Tu és o som e o silêncio que de madrugada despertou-me
Tu és o frio, a falta e o vazio
A saudade existe mas nunca ninguém a viu
Falo para ti e esqueço-me que não estás para me ouvir
Vejo-me ao espelho e és tu o reflexo que vejo a sorrir
Onde é que estarás neste momento, será que estamos juntos algures?
Tantas perguntas sem resposta, não me censures
Deito-me e fecho a luz, rezo para não sonhar
Se vou adormecer amanhã então para quê acordar?
Nada faz sentido, sem ti falta metade
O tempo cura tudo mas não cura a saudade.'
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